A crônica diária se faz ainda mais autêntica quando o instrumento de seu registro não causa incômodo e quase não se faz presente até o momento do registro irrecusável.


Assim, como raramente acontece, as fotografias não são perseguidas pelo fotógrafo, mas a ele se oferecem generosas à medida em que passam os dias.


Ao fotógrafo cabe apenas aguçar seus sentidos à espreita do momento certo, da emoção real, do drama inquestionável.


Quando tais elementos são encontrados, ele saca do bolso seu celular e faz o registro, pouco importando as deficiências técnicas do processo, que no caso deste ensaio, acabam se tornando efeito deliciosamente saboroso.

Árvore Esquálida

São Paulo, 2010

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